Carnaval 2005

Rio - Conquistas e Glórias de uma Cidade de Histórias

Posição de desfile: 4ª Agremiação a desfilar.

Colocação: 4ª Colocada do Grupo A com 178,3 pontos.

Data do desfile: 05/02/2008 - Sábado.

Local: Passarela do Samba.

Presidente: Moysés Antônio Coutinho Filho (Zezo)

Carnavalesco: Comissão de Carnaval.

Samba-Enredo:

(versão estúdio)


(versão ao vivo)

Compositores: Ditão, Marquinho Bombeiro, Doutor, Eli Penteado, Fernando de Lima, J. Charuto, Marcelo Borboleta, Careca, Rafael e Valdir Paiva
Intérprete: Daniel Silva

Hoje viajei na poesia
Quanta magia vamos juntos descobrir
Rio de conquistas e de glórias
Vou contar suas histórias
Neste eterno patropi
Logo após o descobrimento
Aventureiros de além-mar
Chegaram nessas terras
Vieram conquistar
Pisaram nesse chão
Estácio de Sá fundava São Sebastião
Orgulho, uma paixão

É nesse porto que eu vou, amor
Ciclo do ouro me faz sonhar
As obras, a escravidão
Nas ruas, evolução... vai brotar


E nos trilhos do progresso
Cochos, diligências, lampiões a gás
O desenvolvimento da imprensa
Política, cinema, um mundo de ideais
Hoje eu quero amor e paz
Rio, berço de tantas fantasias
Leva meu samba à poesia
Tu és o palco universal
Brinca no meu carnaval

Eu vou cantar esta cidade tão linda
Brindei a felicidade infinda
Sou contente! Competente! Sou legal
Sou carioca! Eu sou o carnaval

Sinopse do enredo

Justificativa do Enredo:

Saber mais sobre os aspectos históricos do Rio de Janeiro, seus acontecimentos marcantes, seu desenvolvimento e sua cultura, é entrar pela porta da frente de uma cidade que pode ser considerada a sala de visitas do Brasil.

Empenhado em transformar seus carnavais em verdadeiros projetos culturais, o GRES Acadêmicos de Santa Cruz, através do enredo "Rio – Conquistas e Glórias de uma cidade de histórias", faz da Avenida Marquês de Sapucaí o seu palco de manifestações históricas e artísticas, para revelar fatos e grandes administrações que fizeram do Rio de Janeiro uma cidade próspera, mundialmente conhecida, atraente e culturalmente diversificada.

A FUNDAÇÃO DA CIDADE

Logo após o Descobrimento do Brasil, várias expedições de reconhecimento e exploração partiram de Portugal com destino à costa brasileira.

A primeira dessas expedições, a armada de Gaspar de Lemos e Américo Vespúcio, passou pelo Rio de Janeiro em 1º de janeiro de 1502, atribuindo o atual nome à região.

Nos anos posteriores, além dos portugueses, a beleza do local atraiu a cobiça de outros navegantes aventureiros.

Atravessando mares, os franceses comandados por Nicolau Durand de Villegagon pretendiam fundar no Rio de Janeiro a França Antártica.

Tornaram-se os donos da terra até que Mem de Sá, governador geral do Brasil, deu início aos combates para destruí-los. Na esquadra de Mem de Sá vinha Estácio de Sá, cuja missão era povoar o Rio de Janeiro. Entretanto, não obteve sucesso na sua primeira tentativa de povoamento, pois encontrou a região dominada por franceses e rebeldes índios Tamoios. Foi em busca de reforços e, no dia 1º de março de 1565, Estácio de Sá retornou, desembarcando entre os morros Cara de Cão e Pão de Açucar, subjugando os invasores franceses e os índios inimigos. Ali edificou uma cerca de proteção a quem chamou de São Sebastião.

Deu-se, assim, a primeira fundação da cidade.

Durante longos meses, os homens de Estácio de Sá enfrentaram dificuldades provenientes das chuvas abundantes, escassez de provisões e ataques inimigos constantes.

Transmitindo coragem e confiança, Estácio de Sá não deixou que os ânimos esmorecessem. Enquanto aguardava a volta de Mem de Sá, a quem tinha pedido auxílio, trabalhava dia e noite em defesa da povoação.

Ao regressar, doente, Mem de Sá designou a Estácio de Sá o comando do ataque aos inimigos.

A luta foi intensa e ocasionou a morte do jovem e bravo comandante.

O ano de 1567 assistiu à derrota definitiva dos franceses e à rendição dos nativos rebeldes.

Graças ao heroísmo de Estácio de Sá e aos esforços dos primeiros moradores, puderam ser assentados os fundamentos da nova Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, transferida, agora, para o Morro do Castelo.

A EVOLUÇÃO

A primeira função urbana exercida pela cidade do Rio de Janeiro foi a de porto. Servindo de ponto de abastecimento, abrigo e base de operações de defesa do litoral sul da colônia, se destacou pela comercialização da produção açucareira.

No século XVIII, durante o ciclo-do-ouro, a cidade prosperou devido à grande circulação de metais preciosos, produtos alimentícios importados da Europa e tráfico de escravos, pelo porto do Rio de Janeiro.

Para melhor administrar e fiscalizar a atividade portuária e a circulação de mercadorias, o governo português transferiu para o Rio de Janeiro a sede do governo geral da colônia, em 1763. Com isso, a cidade foi beneficiada por várias obras: aterro da lagoa que ocupava o atual Largo da Carioca, a construção do aqueduto dos Arcos e a instalação do cais da atual Praça XV de novembro.

O ciclo do ouro durou pouco; cedeu lugar à cultura do café, que impediu o esvaziamento econômico do porto do Rio de Janeiro e permitiu que a cidade conquistasse a posição de principal centro urbano do país.

Durante o período colonial a cidade teve muitos governadores, tornando-se um dos focos de irradiação do expansionismo brasileiro.

Por todo o século XVIII recebeu quantidades maciças de escravos negros. Daí o predomínio da população negra e de sua influência cultural na cidade.

A vinda da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, deu novo impulso à cidade. Numerosos melhoramentos urbanos foram realizados, como o calçamento de ruas, iluminação pública, abertura de armazéns e casas de comércio.

Nascia o progresso e germinava, através das iniciativas de D. João VI, a semente da cultura

'Por ordem do príncipe regente foram criados no Rio de Janeiro a primeira agência bancária do Brasil, a primeira biblioteca pública ( a atual Biblioteca Nacional), o Jardim Botânico, a Academia Militar e a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios ( Academia Nacional de Belas Artes).

NOS TRILHOS DO PROGRESSO

Depois da Independência do Brasil, o progresso da cidade se acelerou, sob influência de um novo elemento: a estrada de ferro, que possibilitou também a expansão dos limites da cidade.

No século XIX, o Século das Luzes, a cidade teve um desenvolvimento surpreendente.

A história da cidade - capital confundia-se com a história do país, pois os principais acontecimentos políticos se passavam no Rio de Janeiro.

Os cochos e diligências foram substituídos pelo bonde; os lampiões a gás iluminavam as ruas, agora calçadas.

Começava a ser desenhada a cultura carioca.

Com a proibição do entrudo, surgiu o carnaval de rua.

O desenvolvimento da imprensa e a instalação das primeiras linhas telefônicas possibilitaram maior rapidez na divulgação das notícias e na transmissão de conhecimentos.

O período foi marcado por significativos acontecimentos políticos, sociais e por mudanças nos costumes, acarretando a expansão do comércio e a diversificação das opções de lazer.

A instalação da primeira sala de cinema representou um grande passo na cultura da cidade.

A influência francesa dominava a vida carioca, que tinha como sonho de consumo as mercadorias importadas de luxo.

A bicicleta foi introduzida como alternativa de diversão.

O crescimento da população fez com que a cidade se expandisse e, até as áreas mais íngremes, até então desocupadas, passaram a ser povoadas, dando origem às favelas.

A CIDADE SE AGIGANTA

Na virada do século XIX / XX, o Rio de Janeiro se firmou no conceito universal como uma das grandes cidades do mundo.

O coração da nação pulsava no Rio, onde a política, a boemia e os intelectuais tinham seu reduto.

As ciências e os recursos tecnológicos faziam da cidade a vitrine moderna do Brasil.

Grandes vultos como Pereira Passos, Paulo de Frontin e Osvaldo Cruz deixaram marcas na remodelação e saneamento da cidade e implantação de novos hábitos de saúde.

O Rio vivia intensamente a Belle Époque; as confeitarias se multiplicaram e viraram pontos de encontros para o chá das cinco.

A Batalha de Flores, uma apoteose à flora brasileira, cumpria o papel de um evento de lazer e encantamento.

Mas nada expressou melhor esta bela época carioca do que a construção da Avenida Central, atual Av. Rio Branco, com suas dimensões revolucionárias. Quando seus edifícios ficaram prontos, dentre eles o Teatro Municipal, refletindo o máximo do bom gosto existente, o conceito de avenida se completou e uma magnífica paisagem urbana passou a embelezar o Rio.

O Rio de Janeiro tornou-se palco de esplêndidas virtudes e pólo aglutinador dos modismos, das artes e das personalidades do mundo cultural e político.

A cidade viveu intensamente a Era do Rádio e curvou-se diante da gigantesca estátua do Redentor.

Sempre promovendo a nacionalização do país, recebeu e acolheu de braços abertos todos os brasileiros.

Mistura de todas as culturas, é o sal do Brasil.

Toda a riqueza folclórica e manifestações culturais são preservadas nesta cidade, que incentiva e divulga todas as tradições regionais.

Hoje, vivendo momentos de glória, de conquistas e com uma administração competente, o Rio se orgulha de ser a capital da cultura nacional.

Aqui nasceram e continuam nascendo grandes talentos das artes plásticas, da literatura, da música, do teatro, do cinema e dos esportes.

A cidade é um símbolo da vanguarda cultural.

O Rio de Janeiro produz e reflete todos os progressos e vitórias da vida brasileira.

Nesta cidade se realizam todos os sonhos da nação.

Rosele Nicolau Jorge Coutinho, autora do enredo.

Ficha Técnica
Componentes: 2500
Alas: 23
Alegorias: 5
Presidente: Moysés Antônio Coutinho Filho (Zezo)
Comissão de Carnaval: Rosele Nicolau, Munir Nicolau, André Marins e Jack Vasconcelos
Autor(es) do enredo: Rosele Nicolau Jorge Coutinho
Autores do samba: Ditão, Marquinho Bombeiro, Doutor, Eli Penteado, Fernando de Lima, J. Charuto, Marcelo Borboleta, Careca, Rafael e Valdir Paiva
Intérprete: Daniel Silva
Diretor de Carnaval: Mário José de Siqueira Campos
Diretor de Harmonia: Waldemir de Paula (Mica) e Jorge Cachimbo
Diretor de Barracão: Munir Nicolau Jorge
Mestre de Bateria: Mestre Marquinhos
Diretor de Tamborins: Paulo Maurício
Ritmistas: 200
Rainha de Bateria: Renata Santos
Princesa da Bateria: Mariah de Oliveira
Reponsável pela ala das Baianas: Georgina Ribeiro
Reponsável pela ala das Crianças: Antônio Carlos Sampaio (Carlão) e Jacira
Reponsável pela Galeria Velha Guarda: Neuza Maria
Coreógrafo Comissão de Frente: Carlinhos Muvuca
Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Nome do Mestre-Sala: Eduardo Belo
Nome da Porta-Bandeira: Cínthia Ribeiro
2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Nome do Mestre-Sala: José Mauro
Nome da Porta-Bandeira: Andressa Dornelles
3º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Nome do Mestre-Sala: Rudson Santos
Nome da Porta-Bandeira: Synara Ângelo

Fotos do Desfile

Vídeo do Desfile