Carnaval 2010

Nos Passos do Compasso

Data do desfile: 13/02/2010 - Sábado.

Local: Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Ordem de desfile: 9ª Agremiação a desfilar.

Colocação: 4ª Colocada do Grupo de Acesso com 268,2 pontos.

Presidente: Moysés Antônio Coutinho Filho (Zezo)

Carnavalesco: Comissão de Carnaval.

Samba-Enredo:

(versão estúdio)


(versão ao vivo)

Compositores: Doutor, Ditão, Macumbinha, Bolão e Fernando de Lima

Intérprete: Igor Vianna

Vem dançar
De verde e branco neste palco universal
Vem de lá
Da Grécia antiga essa riqueza cultural
Divindades encantou
Lá nos castelos mascarados nos salões
Dançarinos a bailar
Pra comemorar novas emoções

Há romantismo no ar
Balés ao som da canção
Uma caixinha de música
Ditando ritmos ao coração


Meu folclore é rito
Sou brasileiro quero é festejar
Banda nos coretos
A luz da lua que nos faz sonhar
Visto a fantasia
Não me segura que hoje é carnaval
Vem Pierrô
Pra Colombina não te ver chorar
Os baluartes vão passar
Quero te ouvir cantar

Hoje quem faz a festa? É Santa Cruz!
Oh bateria teu suingue nos conduz
Nossas estrelas no céu estão a bailar
Nos passos do compasso a nos guiar


Sinopse do enredo

Introdução:

A dança e a música são as primeiras formas de expressão do homem. É o reflexo da alma, da alegria e da liberdade. Apesar das diferentes origens históricas, culturais e sociais, estas duas manifestações artísticas indissociáveis são comuns a todos os povos e culturas. A música e a dança têm papel fundamental na História, pois despertam emoções, amenizam as desigualdades sociais e promovem a união entre os povos.

Justificativa:

A música e a dança eram linguagens mágicas do homem na sua inovação aos deuses, aos espíritos e as forças da natureza. Os gregos estabeleceram as bases para a cultura do Ocidente. A própria palavra música nasceu na Grécia, onde MOUSIKÊ significa “A Arte das Musas”, abrangendo também a dança e a poesia. O medo dos fenômenos naturais, a necessidade de defesa, a ânsia de comunicação, provavelmente levaram o homem primitivo a emitir sons em forma ritmada e a movimentar-se em resposta a sentimentos de alegria, vida, terror, morte, vitórias e derrotas. A música e a dança nasceram com a natureza, ao considerarmos que seus elementos formais - o som e o ritmo - fazem parte do universo e da estrutura humana. Nos salões dos castelos a dança e a música se desenvolveram com o colorido das máscaras e vestes suntuosas. Com o passar do tempo, essas expressões culturais ganharam as ruas e tornaram artes acessíveis a todos os segmentos da sociedade. Novos ritmos e coreografias foram surgindo, desenhando bailados e sinfonias que encantam os homens. E é desta forma alegre que o G.R.E.S. Acadêmicos de Santa Cruz se sente honrado em apresentar no carnaval de 2010 o enredo, “Nos Passos do Compasso” que retrata duas artes magníficas e que embelezam e toca as almas em lindas sinfonias: o coração dos seres humanos.

Rosele Jorge Nicolau Coutinho

Sinopse:

“O ato de dançar e de cantarolar são definidos como manifestação instintiva do ser humano. Considerada a mais antiga das artes, a dança e a música são também a mais simples e únicas, pois dispensam materiais e ferramentas. Elas só dependem do corpo e da vitalidade humana para cumprir suas funções”. O homem sempre expressou seus sentimentos através de movimentos corporais, o que situa a dança e a música entre as artes mais antigas. Outros significados, além de artístico, têm sido associados a esse fenômeno cultural, ao longo do tempo. Entre os povos mais primitivos, essas expressões culturais estavam presentes nas principais épocas e críticas da vida humana, nos principais eventos comunitários, como os períodos de semeadura, colheita, caça e lutas, além de ser utilizada para fins medicinais e puramente mágicos. Acreditava-se que através da dança o homem se comunicava diretamente com os deuses. Os gregos participavam de ritos religiosos esotéricos que incluíam a dança. Eles acreditavam que essa arte era essencial para a educação, o culto e o teatro. Para os gregos, a música representava a harmonia entre a alma e as ações. Poderia exercer poderes benéficos ou maléficos sobre os homens. As danças, com armas, faziam parte da educação dos jovens. Os ritos de Dionísio e Baco são os mais comentados, e ainda havia outras divindades, especialmente as de fertilidades. A dança era freqüentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos e deixou de ser somente utilizada com fins religiosos, sendo incorporada também às tragédias gregas. Quando os romanos conquistaram a Grécia, eles assimilaram a música e a dança para exaltar as glórias militares. Em Roma a música encontrou nos cristãos a expressão de fé, esperança e amor, passando a ser um elemento de elevação espiritual. Os egípcios representam a civilização mais antiga de que se tem conhecimento. Para eles, a música e a dança eram extremamente importantes no culto aos deuses, pois estavam sempre presentes nos banquetes e cerimônias, buscando expressões elevadas e serenas. A dança e a música se desenvolviam com expressividade nas culturas chinesas e indianas. Para os chineses, a música tinha origem na natureza e era uma instituição oficial, pois somente imperadores e príncipes podiam criá-la. O objetivo era orientar o povo e purificar-lhe o pensamento. Na Índia, a música e a dança eram cultivadas desde os primórdios de sua História, considerando-as como parte formadora do universo. Durante a Idade Média, o Barroco teve grande influência na música e na dança. Os trovadores, poetas da época, compunham poesias e melodias para acompanharem as cantigas. O cristianismo tornou-se a força mais influente na Europa. Foram proibidas as danças teatrais, por representantes da Igreja, pois algumas delas apresentavam movimentos muito sensuais. Mas os dançarinos ambulantes continuaram a se apresentar nas feiras e aldeias mantendo a dança teatral viva. Em torno do século XIV, as associações de artesãos promoviam a representação de elaboradas peças religiosas, nas quais a dança era uma das partes mais populares. Os europeus continuaram a festejar casamentos, feriados e outras ocasiões festivas com danças folclóricas, que começou com os camponeses e foi adotada pela nobreza, numa forma mais requintada. No final da Idade Média a dança tornou-se parte de todos os acontecimentos festivos. É época de Romantismo, o fascínio da noite e do luar, das terras exóticas, dos sonhos e das tristezas do amor, lendas, contos, os mistérios, as magias e o sobrenatural exerciam um enorme fascínio sobre os homens. O Romantismo foi um movimento artístico que deu grande importância à individualidade e à liberdade de expressão pessoal. Até então, a maioria dos balés girava em torno dos deuses e deusas, mas com o Romantismo passaram a tratar de pessoas comuns. Muitos enredos de balés tinham como personagens seres imaginários como fadas e sílfides, os espíritos do ar. Como uma “caixinha de música”, composições melancólicas ou alegres impremiam ritmos novos as danças. A valsa, as óperas e os bailes de máscaras encantavam pela sofisticação de seus idealizadores. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas com letras simples e populares e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos, coretos, praças, ruas e largos, sempre acompanhado com uma boa música e por uma boa banda. Conhecido e comemorado no mundo inteiro, o carnaval tornou-se uma festa popular rica e variada, partilhada com euforia. Dança, música e fantasia juntam-se e expressam sentimentos como o de um “Pierrô pela sua Colombina”, como as “composições de grandes poetas do samba” e a maestria de seus “Baluartes”. No Brasil, a criatividade e a alegria desta festa alcançam o apogeu, atraindo não apenas foliões brasileiros, mas também os estrangeiros que se encantam com nossa vasta e inigualável cultura carnavalesca. A música e a dança sempre estarão bailando em plena harmonia, seguindo um mesmo ritmo, ocupando todos os espaços. Nos templos, castelos, palcos ou ruas, com giros, gestos e saltos, o homem viverá a eterna magia de entrelaçar em seus passos os compassos de uma melodia. Essas artes mais antigas ainda continuam sendo a única arte que dispensa materiais e ferramentas, ela só depende do corpo e da vitalidade humana para cumprir a sua função.

Comissão de Carnaval
Ficha Técnica
Presidente Administrativo: Moysés Antônio Coutinho Filho - Zezo.
Vice-Presidente: Waldemir Rodrigues de Paula - Mica.
Presidente do Conselho Deliberativo: Carlos Alberto Ferreira.
Comissão de Carnaval: André Marins, Carlos Muvuca, Munir Nicolau e Ricardo Dennis.
Intérprete Oficial: Igor Vianna.
Carro de Som: Adriano, Célio Silva e Vitor.
Diretor de Carnaval: Jorge Hindriches (Alemão).
Diretor Geral de Harmonia: Waldemir Rodrigues de Paula - Mica.
Diretores de Harmonia: Canjica e Cachimbo.
Diretor de Eventos: Coronel Fonseca.
Diretor de Marketing: João Pedro.
Diretor de Barracão: Simão Ferreira.
Coreógrafo da Comissão de Frente: Carlos Muvuca.
Mestre de Bateria: Rafael Queiroz.
Diretores de Bateria: Xangô, Geco e Marcão.
Rainha de Bateria: Jaqueline Maia.
Princesa da Bateria: Larissa Nicolau.
Presidentes da Ala das Baianas: Marília Vianna.
Responsável pela Ala das Crianças: Antonio Carlos Sampaio.
Coordenadores da Ala de Passistas: Vladimir e Militino Júnior.
Responsável pelo Departamento Feminino: Beth Malveira.
Presidente da Velha Guarda: Neuza Maria de Oliveira.
Presidente da Ala das Comunidades: Macumbinha.
Primeira Porta-Bandeira: Cínthia Ribeiro.
Primeiro Mestre-Sala: Eduardo Belo.
Segunda Porta-Bandeira: Taísa Azevedo.
Segundo Mestre-Sala: José Mauro.
Roteiro de desfile
Comissão de Frente: "Ritos Religiosos"

1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: "Divindades religiosas"

1ª ala: Manifestações religiosas (Ala das Baianas)

Carro abre-alas: "Templo grego"

2ª ala: Gregos
3ª ala: Romanos
4ª ala: Egípicios
5ª ala: Chineses
6ª ala: Indianos

2º carro: "Castelos medievais"

7ª ala: Barroco
8ª ala: Trovadores
9ª ala: Saltimbancos (Bateria)
10ª ala: Dançarinos ambulantes (Passistas)
11ª ala: Pastores
12ª ala: A Nobreza

3º carro: "Caixinha de música"

13ª ala: A Valsa
14ª ala: O Balé cômico da Rainha

2º casal de mestre-sala e porta-bandeira: "O Balé"

15ª ala: A Ópera
16ª ala: Baile de Máscaras do Rei Sol
17ª ala: O Teatro

4º carro: "O Coreto"

18ª ala: O Folclore
19ª ala: Os bailados étnicos
20ª ala: A banda
21ª ala: O Carnaval (Crianças)
22ª ala: Compositores
23ª ala: Baluartes do samba (Galeria da Velha Guarda)

5º carro: "O Carnaval"

Fotos do Desfile

Vídeo do Desfile