Carnaval 2011

Paz e amor, o sonho não acabou...

Data do desfile: 05/03/2011 - Sábado.

Local: Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Ordem de desfile: 4ª Agremiação a desfilar.

Colocação: 5ª Colocada do Grupo de Acesso com 297,7 pontos.

Presidente: Moysés Antônio Coutinho Filho (Zezo)

Carnavalesco: Comissão de Carnaval.

Samba-Enredo:

(versão estúdio)


(versão ao vivo)

Compositores: Jorge Charuto, Ditão, Felipe Antunes, Doutor e Fernando de Lima

Intérprete: David do Pandeiro

Vou abrir as portas do teu sentimento
Girar a chave da ilusão
Sem discriminação
Hoje voltei no tempo
Livre pra voar
No mundo de tranformação
Cada despertar
A luta de uma geração

E no bater de um coração... magia
Eu transplantei só alegria
Modernidade, globalização
Liguei o chip da evolução


Rumo ao espaço sideral
A lua afinal
Bossa nova, rock'n roll
Fã dos Beatles sempre sou
Com muito amor
Elvis curti, Roberto cantei
O velho guerreiro brindei
O tempo passa, tudo é sempre igual
Os jovens têm o mesmo ideal
Meu sonho virou carnaval

Eu peço paz e amor
O meu sonhar te conquistou
Quero gritar ao mundo inteiro
É Santa Cruz meu sonho verdadeiro


Sinopse do enredo

Justificativa:

Estamos na década de 50 e início da década de 60.

Os jovens participaram dos acontecimentos com uma intensidade nunca vista antes na história. Foi uma época que prometeu grandes mudanças: na tecnologia, na moda e nos comportamentos, na economia e na política.

Minissaia – Rock – Televisão - Computadores – Guerrilha – Viagem à Lua – Liberdade sexual – Festivais – Cabelos compridos – Estudantes enfrentando a polícia – Guerra do Vietnã – Feminismo - Revolução

O mundo inteiro parecia querer mudar.
Mas, no final, pouca coisa se transformou profundamente.
O sistema era mais forte do que se pensava. O sonho acabou?
PAZ E AMOR! O SONHO NÃO ACABOU.

Jovens das décadas de 60 e 70 viveram o grande sonho de que o mundo poderia mudar para melhor. O sentimento de que nascia uma nova era contagiava corações e mentes.

Foi uma geração que lutava pelas mudanças políticas, sociais e culturais. A ideia básica era contestar o sistema. A juventude tinha pressa.

“Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora,
Não espera acontecer.”
(Geraldo Vandré)

Todas as instituições eram contestadas, repensadas, refeitas.

"Abaixo a Repressão!"

"É proibido proibir!"

A Humanidade pensava viver a aurora de uma nova era.

"Um dia, todos serão livres, iguais e amigos" (Martin Luther King).

Nesta época teve inicio uma grande revolução comportamental como surgimento do feminismo e os movimentos civis em favor dos negros e homossexuais.

NOVOS COSTUMES E COMPORTAMENTOS

Os jovens acreditavam que não bastava transformar a estrutura econômica e o Estado. Era preciso mudar a própria maneira de se comportar.

Os homens começaram a usar cabelos compridos, enquanto as moças vestiam minissaias. As roupas eram coloridas, cheias de flores e de imagens psicodélicas.

As mulheres tornaram consciência e que não eram inferiores aos homens e que deveriam ter os mesmos direitos.

Jeans, discos, refrigerantes, alimentos e carros passaram a ser amplamente vendidos para uma sociedade de consumo composta basicamente por jovens.

A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA

A ciência e a tecnologia se desenvolveram amplamente nesta época.

Em 1963, foi criado o gravador com fitas cassetes;

Em 1967, realizou o primeiro transplante de coração bem-sucedido, pelo Dr. Barnard;

Em 1967, os americanos se tornaram pioneiros no desembarque de um homem na lua.

ROCK E REBELDIA

A música viveu a colorida explosão do rock através de grandes nomes como: Os Beatles, Rolling Stones, Jimi Hendrix e Elvis Presley.

No Brasil a música popular ocupava seu espaço, levando as multidões aos festivais. Surgia nos palcos uma nova geração de artistas: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Milton Nascimento, Wanderléia, Roberto Carlos e Chico Buarque, entre outros.

Através das letras, os músicos protestavam e exprimiam sua revolta contra tudo e contra todos.

HIPPIES: UMA PROPOSTA DIFERENTE

Nem todos os jovens da época sonhavam com revoluções.

Muitos aderiram ao lema. "Paz e Amor" para transformar o mundo. Eram os hippies.

Vivendo em acampamentos, andavam em grupos, admiravam a cultura oriental, vestiam batas indianas, usavam barba e cabelos compridos, apreciavam a alimentação vegetariana e a liberdade.

Para um mundo melhor, os hippies propunham o extermínio das mentiras, cobranças, castigos, guerras e neuroses da sociedade de consumo.

Faça amor, não faça guerra!

PAZ E AMOR! O SONHO NÃO ACABOU.

A mudança radical sonhada pelos jovens foi bonita e marcante. Entretanto, não se realizou. O mundo continuou sendo o mesmo, talvez até mais contraditório. Mas, os ideais de um mundo melhor, mais justo e igual para todos permanecem.

No coração das atuais gerações ainda pulsam a coragem e a vontade de transformar o planeta. Os ideais de paz e amor continuam povoando a imaginação dos jovens.

Atravessando décadas, os jovens de todas as gerações ainda sonham, provando que, apesar de todos os obstáculos o sonho não acabou.

O primeiro passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas, o coração continua.
(Carlos Drummond de Andrade)

Autora do enredo: Rosele Nicolau Jorge Coutinho
Adaptação: Carlos Muvuca
Ficha Técnica
Presidente Administrativo: Moysés Antônio Coutinho Filho - Zezo.
Vice-Presidente: Waldemir Rodrigues de Paula - Mica.
Presidente do Conselho Deliberativo: Carlos Alberto Ferreira.
Comissão de Carnaval:  Carlos Muvuca, Munir Nicolau e Orlandinho.
Intérprete Oficial: David do Pandeiro
Carro de Som: Adriano, Célio Silva, Molequinho, Cláudio Brow e Tiziu.
Diretor de Carnaval: Vladimir Peixoto
Diretor Geral de Harmonia: Waldemir Rodrigues de Paula - Mica.
Diretores de Harmonia: Cachimbo.
Diretor de Eventos: Coronel Fonseca.
Diretor de Marketing: João Pedro.
Secretário:  Carlos Branco.
Divulgador/Internet: André Ribeiro
Diretor de Barracão: Simão Ferreira.
Coreógrafo da Comissão de Frente: Carlos Muvuca.
Diretor Geral de Bateria: Rafael Queiroz.
Diretores de Bateria: Xangô, Geco, Marcão e Buda.
Rainha da Bateria: Jaqueline Maia.
Princesa da Bateria: Larissa Nicolau.
Presidentes da Ala das Baianas: Marília Vianna.
Responsável pela Ala das Crianças: Antonio Carlos Sampaio.
Coordenador da Ala de Passistas: Júnior Carioca.
Responsável pelo Departamento Feminino: Mônica Costa e Beth Malveira.
Presidente da Velha Guarda: Neuza Maria de Oliveira.
Presidente da Ala das Comunidades: Beth Malveira.
Primeira Porta-Bandeira: Thayanne Loureiro.
Primeiro Mestre-Sala: Eduardo Belo.
Segunda Porta-Bandeira: Taísa Azevedo.
Segundo Mestre-Sala: José Mauro.
Terceira Porta-Bandeira Mirim: Edna.
Terceiro Mestre-Sala Mirim: Jefferson (Jeffinho).
Roteiro de desfile
Roteiro de Desfile:

Comissão de frente: Sonho de um mundo melhor

1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Discriminação Racial

1ª ALA – Movimento dos direitos civis

Abre alas – O MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

2ª ALA – A guerra do Vietnã
3ª ALA – O sonho da Juventude

Destaque de chão: Calças cigarrete, “o prenúncio da liberdade”

4ª ALA – A revolução da minissaia
5ª ALA – A contracultura (hippies)
6ª ALA – O feminismo

2º carro: ANOS 60, O APARECIMENTO DE UMA NOVA MENTALIDADE

7ª ALA – Coração transplantado (baianas)
8ª ALA – A revolução da Fórmula um
9ª ALA – Via... Via satelitizando (a 1ª transmissão via satélite)

Rainha da bateria - Chip de computador

Princesa da bateria – 2001, “uma odisséia no espaço”

10ª ALA – EUA x URSS “a conquista do espaço sideral” (bateria)
11ª ALA – O homem chega a Lua (passistas)
12ª ALA – A missão Apolo 11

3º carro: A REVOLUÇÃO DA TECNOLOGIA

13ª ALA – A Bossa Nova (velha guarda)
14ª ALA – A explosão do Rock’ in roll
15ª ALA – Os garotos britânicos (The Beatles)

2º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Elvis Presley & Marilyn Monroe

16ª ALA - O Brasil da Jovem Guarda
17ª ALA - Tropical-Tropicália

Destaque de chão: A musa do festival de Woodstock

18ª ALA - Woodstock, o Festival dos Festivais

4º CARRO: O EMBALO E A REVOLUÇÃO COMPORTAMENTAL DAS MELODIAS

19ª ALA – O premiado “O Pagador de Promessas”
20º ALA - O Brasil de Brasília

Destaque de chão: Twist, a grande dança da década

21ª ALA – Nos embalos do iê-iê-iê (coreografada)
22ª ALA – Menino levado da breca “Chacrinha” (crianças)
23º ALA - O exílio e os movimentos estudantis e operários
5º carro: “O SONHO VERDADEIRO JAMAIS SE ACABA”

Fotos do Desfile

Vídeo do Desfile